Alguns mitos sobre lubrificação de motores

Muitos mitos e verdades rondam a questão da lubrificação de motores de carros. Aqui revelamos alguns mitos e verdades que podem fazer a diferença na próxima troca de óleo ou até mesmo quando for testar o nível do lubrificante no seu automóvel


A troca de óleo dos carros deve ser feita periodicamente conforme o indicado. Isso todo mundo que tem carro já deve estar cansado de saber, entretanto, o assunto “troca de óleo” ainda figura entre os mais pertinentes e se cerca de mitos populares e algumas dúvidas interessantes. Por exemplo: verificar a quantidade do óleo no posto de gasolina enquanto abastece é prejudicial? Ou quem sabe, o óleo mineral é melhor do que o sintético? 

Então, é melhor começarmos logo a desvendar alguns dos principais mitos que cercam o tema lubrificação de motores. Mas antes, uma questão inicial: como foi que esse assunto acabou ficando deste jeito, ou seja, tão cheio de mitos, lendas e todo o tipo de informação estranha, se na verdade é algo tão simples? Bem, certamente os motivos foram muitos, mas precisamos entender que os primeiros carros fabricados não tinham lá tanta preocupação com o tipo de óleo que iria lubrificar os seus motores e nem se quer exigiam muita coisa mesmo. Porém, com o passar do tempo e a modernização da mecânica, essa preocupação passou a ser evidente, logo crenças antigas se misturaram às novas e embolou tudo. Mas vamos lá!

Então, aquele serviço extra do frentista verificar o óleo enquanto você abastece o carro é ou não prejudicial? Na verdade, simplesmente dar uma checada no lubrificante do motor não é nada prejudicial, seja em que situação for, mas o que poderá vir depois disso é que fará mal ou não.
Imagine a situação: o carro ligou e o motor começou a trabalhar, logo o óleo começou a circular pelas peças. Quando você chega no posto de gasolina, esse óleo, mesmo tendo desligado o veículo por alguns minutos, ainda está em boa parte entre as peças. Com isso, a possibilidade de verificar uma baixa nele é muito grande. No entanto, esse laudo vai ser falso, ou seja, o óleo não está baixo, ele apenas não desceu todo e por isso a medição está errada.
Então o frentista lhe oferecerá para completar essa quantidade que supostamente está faltando. Digamos que você aceite o serviço. Aí teremos duas possibilidades: a primeira é ele colocar qualquer óleo que estiver a sua disposição; a segunda é acrescentar realmente o produto certo para o seu motor. Mas qualquer uma das duas situações não são boas caso o resultado do teste esteja errado.
Se for qualquer óleo, poderá fazer a clássica mistura que formará uma borra no motor e, consequentemente, poderá danificar severamente e aí seu bolso irá gritar de dor. Se colocar o óleo correto, mesmo assim prejudicará, e isso será melhor entendido na pergunta a seguir...

O que acontece se tiver óleo demais no motor? Muitas coisas. E esse é o principal problema de se medir a quantidade da maneira errada. Primeiramente o consumo de combustível aumentará, já que ficará mais pesado para as peças trabalharem. O próximo efeito colateral é o vazamento de óleo que será percebido logo pelo motorista que notará a sujeira e esse vazamento poderá parar em vários lugares e um deles será as velas, as quais lhe darão fortes dores de cabeça. Rola um mito de que o motor “estoura”, seja lá o que isso quer dizer, levando em consideração que o motor trabalha com explosões... mas em todo caso não passa de mito, não se preocupe.

E o óleo mineral é melhor do que o sintético? Esse mito do óleo mineral é ainda muito presente, especialmente na crença do pessoal mais antigo que cresceu vendo somente o mineral como óleo bom. Bem, os primeiros motores eram de baixa rotação, além do espaço entre as peças serem normalmente considerados maiores, então o óleo mineral realmente dava conta do recado. Mas o mesmo não acontece com os motores fabricados hoje em dia. Os motores atuais trabalham em altas rotações e precisam dos óleos certos para cada modelo e os indicados são sim os sintéticos, pois trabalham a lubrificação de maneira mais dinâmica e se mantém estáveis no calor!
Agora, o chamado óleo semissintético sim é perigoso. Alias, ele costuma ser um dos causadores da famosa borra que destrói o motor em pouco tempo. Sem contar que ainda por cima confundiu a cabeça de muita gente que hoje em dia diz que o sintético não presta, isso porque confundiram com o semissintético.

O que fazer para medir corretamente o óleo do motor? Simples, não tem erro: Espere o motor esfriar, ou conte pelo menos uns 25 minutos depois de ter desligado o carro e faça a medição. O melhor horário é pela manhã. Se tiver realmente baixo, reabasteça até chegar no nível. Só não esqueça de reabastecer com o mesmo óleo que está rodando no motor, jamais faça misturebas das quais poderá se arrepender num futuro breve. Motores pequenos dificilmente baixam óleo o suficiente para precisarem ser abastecidos antes da troca normal. Já os grandes, a partir de 2.0, tentem a baixar notavelmente conforme os meses vão passando, mas se notar que essa baixa ocorre em demasia (além do que o manual estipula), desconfie imediatamente de algum defeito.
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Equipe

edação automotiva para os adoradores de carros!