Motor AP: um clássico! (vídeo)


A Volkswagen tinha um slogan apreciado por muitos brasileiros: “Ar não ferve”. A publicidade colocava carros no deserto para mostrar que a refrigeração a ar era mais eficiente e segura. E o público aplaudia. Aí chegou o motor AP (chamado de BR, ou MD-270 no início) e ele não era refrigerado a ar. Pois é, os fãs do ar não gostaram. Mas com o tempo o AP mostrou o motivo de ter sido escolhido e até hoje possui fã incondicionais.

AP é a sigla de “Alta Performance”, nome dado ao motor desenvolvido pela Audi no começo dos anos 70. Em 1973 chegou no Brasil equipando o Passat, mas usando o nome de BR. Sua fama começou a se erguer de forma gigantesca a partir da metade dos anos 80, quando passou a ser padrão dos Volkswagens alemães com 1.6 litros, apresentando modificações importantes nos pistões, bielas e no sistema de alimentação.

Em 1989 chega ao mercado o consagrado Gol GTI, sendo o primeiro veículo fabricado no Brasil a vir com sistema de injeção eletrônica. Esse sistema era o Bosch LE Jetronic, não muito eficiente nos dias de hoje, por possuir sistema multiponto analógico e outras coisinhas mais que a tecnologia aperfeiçoou com o tempo, no entanto ele dava sua ajuda na melhoria do rendimento e na economia de combustível.

Em 1995 chegou a mono-ponto FIC, que brindou toda a linha AP com a tecnologia de alimentação mais cobiçada do momento. Por conta da sua versatilidade, foi o pioneiro da marca nas novas tenologias que viriam, aceitando todas tranquilamente. Em 1997 ganhou injeção multiponto Magneti Marelli (infelizmente pecou por utilizar um distribuidor mecânico, enquanto isso já estava virando tecnologia obsoleta na época). E, por fim, também foi pioneiro nacional no sistema Flex.

Quando a Ford se associou com a Volkswagen (Autolatina), a empresa estadunidense fez melhorias no comando de válvulas dos motores que equipavam o Escort e o Verona, dando mais potência e torque. Atualmente não quer dizer muita coisa, pois é possível encontrar os itens necessários para tirar o máximo de proveito de qualquer motor AP e de forma descomplicada.

Mecânica eficiente:
O Motor AP pode utilizar cabeçote com fluxo convencional ou fluxo cruzado, este último de 2.0 com 16 válvulas. Mesmo sendo famoso por sua aspereza no funcionamento, os preparados conseguem eliminar facilmente esse problema, como veremos logo a seguir.

Ótimo para preparações:
Com uma mecânica relativamente fácil, é o motor preferido para dar aquela mexidinha básica. Com pouco é possível aumentar sua potência a fim de tornar um carro de arrancadão. Claro que esse “pouco” não deixa de ser relativo. A versão S (esportiva), que utiliza o comando de válvulas alemão é a que obtém melhor performance, logicamente. Quem estiver a fim de preparar o seu AP, encontra no mercado variados tipos de kits de turbina e compressores, assim como comandos especialmente desenvolvidos para melhorar a performance. Peças forjadas são possíveis de encontrar também.
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Equipe

Redação automotiva para os adoradores de carros!